terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

TCC: a escolha do meu tema


Tanto tempo sem postar no blog, que nem lembro como começar uma postagem.
Okay, mentira minha, jornalista nunca esquece como começar um texto.

Agora, com meu TCC apresentado, aprovada com nota 10, esperando minha colação de grau acontecer, resolvi compartilhar um pouco de como o processo até a apresentação. Esse post é sobre como surgiu a ideia para o meu tema!




Lembro-me como se fosse hoje! Eu, no meu segundo semestre de faculdade, cursando Jornalismo desejando cursar História (desejei isso até chegar ao terceiro semestre e me apaixononar completamente por Jornalismo), decidi o tema da minha monografia. HÁ, iria falar sobre Ana Bolena. Mas... como? Aí achei impossível e resolvi mudar para Boudicca, que também não virou nada e então, assistindo um documentário sobre a Revolução Francesa, no History Channel, decidi: MARAT! Iria falar sobre Marat e como seus escritos nos jornais colaboraram para que a revolução acontesse, e o tema era isso, era PERFEITO!

Sustentei essa ideia por um tempinho, não é brincadeira, achava que daria certo. Mas, eu tive um problema básico. Okay, foram dois problemas básicos: 1- não havia terminado o francês, e muitos escritos são em francês; 2- NÃO ACHEI NENHUM JORNAL PUBLICADO POR ELE NA INTERNET, e não daria ara ir à Paris achar um né. Então... o tema caiu.

Eu ainda naquele clima de Revolução France, e toda a beleza da Liberdade é azul, da Igualdade é branca e da Fraternidade é vermelha (tendo um breve momento Krzysztof Kieslowski agora), resolvi que falaria sobre Camille Desmoulins - mais um jornalista da revolução - e fiquei feliz né! Beleza.. a única biografia que achei na época foi de um cara que diz que em uma hipnose descobriu que era a reencarnação do jornalista da revolução e escreveu sobre isso. Mais um tema jogado fora.

Então, comecei a ler muito sobre Franz Anton Mesmer e sobre Rasputin, e tive a brilhante ideia de querer falar sobre o Magnetismo Animal ou sobre Hipnose! Não preciso nem falar que não rolou né? Então... não rolou.

Parti para o ramo musical, porque não? E a música era "O bêbado e a equilibrista"! Fala de Herzog, Henfil, liberdade de expressão, etc, etc, etc, e era perfeita! Tudo okay, menos o tempo que não iria colaborar para eu aprender sobre música e fazer uma análise digna de Oscar. oioioi

Chegou a hora de fazer meu pré-projeto e pensei em algo mais próximo, mais atual. Pensei em Pagu (olha a minha ideia de atual). Estava tudo certo! Comecei a pesquisa, comecei a ler livros, assistir filmes, a me entregar ao mundo jornalístico de Pagu. Mas a pesquisa não está completa e eu não consegui ter mais acesso, travei nas informações. Mudei de tema mais uma vez.

Eis que vem a sugestão: Queda do diploma de Jornalismo. Fazia sentido, estava me formando, o diploma não voltava, provavelmente fazia parte da última turma de jor da faculdade, tudo certo. Em cima de notícias, leis e artigos, desenvolvi meu pré-projeto. Foi chato de fazer, não via a hora de acabar. Não me envolvi com o tema, não fiquei feliz em fazê-lo. Sabe, para fazer uma monografia, você tem que se apaixonar pelo tema - quanto mais você se envolver, melhor ficará e mais fácil será de fazê-lo. Já havia decidido que trocaria de tema, mas estava com medo de não dar tempo para desenvolver outro. Então aconteceu algo que por força maior fez meu tema cair: O DIPLOMA VOLTOU \O/ todos comemoram.

Livre da obrigação de um tema que não conseguiu me empolgar, comecei a buscar outro. Sugestões como cinema, grafite e tudo quanto é arte  me veio à cabeça. ENTÃO, assistindo a apresentação de TCC de um amigo, que apresentou um documentário sobre hanseníase, como um passe de mágica tudo ficou claro na minha mente: CÂNCER DE MAMA!

Então, decidida a falar sobre o Câncer de Mama, comecei. Choquei muita gente, pois quem me conhece não imaginava me ver fazer algo relacionado à saúde, mas sim na área cultural. Mas não tenho mais o que dizer alé de que esse tema veio para mim. Não foi algo que pensei ou pesquisei, surgiu como um estalo.

Como em Comunicação Social podemos escolher entre monografia e produto e relatório, resolvi que faria um livro. A princípio seria um documentário, mas ao meu ver, cabia mais um livro.

Abracei o tema e comecei. Comecei a fazer meu Trabalho de Conclusão de Curso. Comecei a corrida contra o tempo!



segunda-feira, 26 de novembro de 2012

reticências

(we♥it)


achou que iria vê-lo

era o último dia para um mês

arrumou-se

pentiou-se

escolheu sua roupa com cautela

usou o perfume que ele mais gosta

pegou seus cartões

sua disposição camuflando o cansaso

e vestiu seu melhor sorriso!

...

vestiu seu melhor sorriso ...

...
...
...

para nada.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Dia dos Namorados

Bem, eu sou do tipo que comemora o DIA DOS NAMORADOS (14 de fevereiro) e não data comercial criada pelo centro paulista para venderem mais.

Mas porque eu acredito no dia 14 de fevereiro?

Isso deriva de uma linda historinha, dessas que nos apaixonam e nos fazem acreditar no amor. *-*
Bem... durante o império de Claudio II - Roma, esse anormal resolveu proibir o casamento. Como pra variar sempre há um governante imbecíl, geralmente homem, que adora uma guerra, essa besta achava que casamento atrapalhava e que soldados solteiros rendiam mais (ou seja, não se preocupariam tanto em morrer e deixar esposa e filhos). Então, o bispo Valentim, seu lindo, começou a rezar casamentos pelos cantinhos escondidos (isso é tão Romeu e Julieta, HAUAHUAHAUHA). Claro que sempre tem um panaca dedo duro que adora ferrar a vida alheia e estragar a felicidade geral \o/.. uma mula não identificada dedurou o bispo e o mesmo foi capturado, pois além de secretametne celebrar casamentos, ele se casou por baixo dos panos. Reza a lenda que na prisão ele se apaixonou pela filha cega do carcereiro e lá lindamente fez seu primeiro milagre devolvendo a visão da moça, e como adeus, Valentim escreveu uma mensagem para ela, na qual assinava como “Seu Namorado” ou “De seu Valentim”.
Valentim foi decapitado em 14 de Fevereiro de 270.


Bem... lenda ou não, a história é inspiradora e okay, dizem que a Igreja Católica "implantou" esse dia para abafar a comemoração pagã aos deuses Juno e Lupercus, conhecidos como os protetores dos casais. No dia 15 de fevereiro, fazia-se uma festa a estes, agradecendo a fertilidade da terra. Os rapazes colocavam nomes de moças em papeizinhos para serem sorteados. O papel retirado seria o nome de sua esposa.

Então, como meu namorado lembrou bem, esse dia é mencionado no Chaves e eles trocam cartões apaixonados e blá blá blá. A tradição do dia dos namorados é troca de cartoes, bombons, coisas simples com mensagens de amor, pois estão celebrando a felicidade do relacionamento, e o material é o que menos importa. *-*
E lindo isso gente! Se essa moda pegasse no Brasil, mas né.

Why not 12 de junho?


(we♥it)

Para começar 12 de junho é uma data wtf, q... só porque é um dia antes de Santo Antônio? Pois bem, a da foi escolhida pelo EMPRESÁRIO João Dória, que havia chegado do exterior. Representantes do comércio acharam uma ótima ideia para AQUECER AS VENDAS e escolheram o dia 12 de junho para ser o dia dos namorados em nosso país. Ou seja... romantismo 1000 né? aff! Esse povo tem o dom de estragar até a data mais romântica do ano. 


Mas então... vamos lá... tenho motivo TRIPLO para comemorar essa data. Bem, conheci o meu namorado há 9 meses e namoramos a 5, e adivinha em qual dia? HAHAHA'

Então... temos o costume de "comemorar" todo o mês nosso relacionamento faz aniversário \o/. E nos conhecemos dia 14 de maio de 2011 (na verdade trocamos os primeiros olhares dia  14, mas conversamos e ficamos no dia 15... o dia já havia virado) no aniversário do BarFly (rock n' roll unindo coraçõe shein). Lembro que tive a noite/nascer do sol mais romântica da minha vida com um desconhecido, provavelmente escreveria sobre isso, se ele não tivesse me mandado uma mensagem no dia seguinte e depois de um tempo me vi não escrevendo um texto sobre um romântico desconhecido, mas vários textos sobre o desconhecido que se tornou o meu amado.  
*crônica sobre o dia em que nos conhecemos



(não sei de quem é a ilustração, mas peguei no (we♥it)

Então... no dia 8 de setembro, tivemos uma longa conversa e nela comentamos algo sobre namoro, mas eu sempre na defensiva, com medo de tomar na cara de novo, estava certa de que queria deixar rolar e ver no que iria dar. Eu que tanto desconversava ou traumatizava o meu boy sobre relacionamentos, acabei o pedindo em namoro, em um impulso delicioso de um momento aéreo em que me perguntei "porque não?", mandei uma mensagem por celular, durante a aula de História da Arte, e em seguida ele ligou achando que era trote (HAUIAHUIAHIUAUIAH), e a data era - 14 de setembro de 2011, uma quarta-feira de jogo Brasil x Argentina e de aula de História da Arte.


Então é aquele momento em que você se sente invadida de felicidade por todos os poros, quando comemoramos o aniversário de namoro e junto a data em que nos conhecemos e de quebra o dia mais romântico do ano - Dia de São Valentino.


(we♥it)

Então... FELIZ DIA DOS NAMORADOS para todos aqueles que celebram o amor, e não o comércio!


Para finalizar, deixo meu parecer aqui: eu realmente acho que TODOS OS DIAS são dias dos namorados, pois todos os dias eu me apaixono mais um pouco pelo meu Thor e todos os dias quero comemorar a nossa felicidade.


Dinossauricamente falando: Guilherme, RAWR!

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Jasbra/MS e Jane Austen e eu!

É com grande satisfação que venho divulgar o 1º Encontro Regional da JASBRA no Estado do Mato Grosso do Sul.




Quem me conhece sabe que há tempos venho procurando por outras admiradoras da Jane aqui no MS e já havia encontrado uma ou duas, mas um encontro de fato ainda não tinha sido possível. Até que em novembro de 2011 postei no grupo Jasbra do Facebook um pequeno chamado aos membros sul-mato-grossenses.
Em meados de dezembro, a Beatriz comentou meu tópico e desde então temos conversado sobre a possibilidade de efetivar esse encontro, já que ela, morando na capital, conhecia mais algumas pessoas que teriam interesse num encontro sobre Jane Austen.
Assim, duas semanas atrás, fechamos um final de semana possível. E semana passada fechamos, finalmente, data, hora e local.
Enfim... É com grande satisfação que convido aos admiradores sul-mato-grossenses de Jane Austen  (e também aqueles de fora que estarão por Campo Grande na ocasião) a participar com a gente desse encontro que, com certeza, será fantástico!

Será no dia 11/02 (sábado), a partir das 17h, no Fran's Café, localizado na Rua Marechal Rondon, 2453, Centro, em Campo Grande/MS.

Como faremos reserva de mesa para o encontro é interessante que quem queira participar confirme por meio do evento no Facebook ou, se não tiver conta no Face, confirme via e-mail: eveline@jasbra.com.br ou beatrizhelenacruz@hotmail.com.

E pra marcar esse primeiro encontro, escolhemos a seguinte frase:


"Tudo foi acontecendo tão devagar que não sei bem quando começou. Mas acredito que deva ter sido quando vi pela primeira vez os lindos campos de Pemberley."




(nota criada por Eveline Gomes)


Agora... como eu conheci Jane Austen:


Não irei dizer que já nasci sabendo da existência dela e me apaixonei perdidamente, pois conheci Austen através do longa "Razão e Sensibilidade" (de 1995), e é, detestei a Marianne Dashwood e amei a Elinor - brincava até com uma amiga dizendo que eu era a razão e ela a sensibilidade - mas hoje em dia a visão mudou um pouco que horas que me sinto mais sensibilidade e agora entendo a Marianne. 

Depois disso veio "Mansfield Park" (1999), "Orgulho e Preconceito" (2005), fotinhos fofas e citações de internet. Comecei a me empolgar e a assistir filmes e seriados sobre a autora, comecei também a ler mais sobre ela. Então a Wendy me mostrou o grupo sobre Jane Austen, no facebook, e comecei a bater um papo com a Eveline sobre um encontro aqui e blá blá blá. 

Final do ano passado, assisti um filme MARAVILHOSO, chamado "The Jane Austen Book Club" (há um livro sobre ele, mas ainda não achei tradução para comprar), que fala sobre pessoas que se encontram durante seis meses para discutirem Jane Austen. Cada mês um livro era escolhido e lido para tal discussão acontecer. Achei a ideia ótima, e como não havia lido nenhum livro ainda, comentei sobre isso com a Eveline e vamos ver no que dará.


Comecei a ler "Orgulho e Preconceito" em 2009, na faculdade, mas nunca terminei. Então em janeiro desse ano, comprei meus primeiros livros da Jane Austen
Comecei do zero "Orgulho e Preconceito" e estou amando. Sábado agora terá o primeiro encontro JASBRA aqui no MS, e estou mega empolgada.



Sou muito apaixonada pelas capas da L&PM . Agora só me falta "Mansfield Park" *-*
Como ainda estou lendo "Orgulho e Preconceito", deixo aqui meu manifesto de que eu nunca odiei TANTO um personagem de livro como odeio o Mr Wickham, que me identifico muito com a Lizzy e que estou completamente apaixonada pelo Mr. Darcy ♥.

Agora.. o que eu vi de tão especial assim nas histórias de Jane Austen?

As histórias de Austen me ensinaram a ser a protagonista da minha vida e a ser uma heroína.

E também me fazer acreditar que finais felizes podem existir no outro que não imaginamos ser possível.

Obrigada por me fazer acreditar em mim, e acreditar no amor.




terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Pensando em VOCÊ!

Três e 17 de Lua Cheia, conhecendo mundos novos no azul virtual, me sentindo Antoine de Saint-Exupéry sendo guiado por estrelas, fui parar no planeta youtube a procura de um novo essencial invisível para os olhos e a arte dos sentidos... okay, estava procurando uma música nova qualquer que refletisse a minha alegria do dia. Então, eu lá feliz, abri o youtube e o primeiro vídeo que veio para mim foi uma gravação de uma twitcam do Chay Suede cantando uma das delicinhas inspiradoras do Paulinho Moska (♥). Lembrava desse tal de Chay de qualquer Ídolos passado cujo a Nise .diva. Palhares participou e não ganhou ¬¬. Lembro de achar a voz dele morninha, mas nada que me fizesse vibrar e amar... okay, ele também não ganhou o Ídolos, mas me ganhou com esse cover no Moska. <3

A música "Pensando em Você" marcou muitos momentos, fases, descabelos, lágrimas e possíveis bebedeiras de suco de laranja na minha vida. Cliquei na música e fui ouvindo e inevitavelmente abrindo um sorriso mais largo que o Oceano Pacífico. Por motivos dinossáuricos de rawr, declarações mil feitas apenas com o olhar, Sherlock Holmes 2 e cachorro-quente do Deny's (delícia, delícia)... em resumo... um dia simples com programa comum que com a pessoa certa pode virar um momento único e inesquecível. 

Comecei a ouvir a música e lembrei de como me sinto agora, de como me sinto pensando nos momentos e no meu amado, nos temporais que enfrentamos e na primavera após as lágrimas de chuva... nas decisões tomadas rumo à felicidade, no arrepio que meus poros sentem em ouvir o  nome do tal amado.

Então... meu gatinho, essa é pra você, agora batendo 3h33 da madrugada desse dia 7 do segundo mês do nosso primeiro ano.

(we♥it)


"Eu estou pensando em você.
Pensando em nunca mais
Pensar em te esquecer
Pois quando penso em você
É quando não me sinto só
Com minhas letras e canções
Com o perfume das manhãs
Com a chuva dos verões
Com o desenho das maçãs
E com você me sinto bem

Eu estou pensando em você
Pensando em nunca mais
Te esquecer
Eu estou pensando em você
Pensando em nunca mais
 Te esquecer."




Dimensões do Diálogo

"Dimensões do Diálogo" é um curta produzido por Jan Švankmajer  (o rei em Stop-Motion) em 1983. 
Seus filmes são considerados únicos em essência e gênero. Objetos e alimentos tomando vida e movimento em ambientes escuros e fechados são características constantes nos filmes de Švankmajer . [fonte: filmow]



Sinopse: Um retrato da comunicação dividido em três partes: a primeira mostra três cabeças (feitas de diversos materiais, entre frutas, peças de cozinha e material escolar) devorando-se infinitamen- te; o segundo retrata um casal e seus problemas para lidar com o produto de sua paixão; e o último mostra duas cabeças jogando uma variante bizarra do jogo pedra-papel-tesoura.


Resolvi postar esse curta no meu blog pois o achei fantástico. Sem mais.
Arrisco até dizer que é um dos melhores curtas que já assisti. (okay, coloco todos os curtas do Švankmajer na minha grande lista de favoritos ♥)

Fiz uma breve análise do curta - que é dividido em três partes - que é uma animação intensa, psicológica e reflexiva.

O primeiro curta dos três que montam a peça, mostra como o homem é fruto da cultura e depois como a cultura é fruto do homem - cada vez que um ''engole'' o outro, ''cospe'' - cria - um ser novo e diferente.

Na sequência temos um casal, que após uma relação sexual incrivelmente linda, percebe o surgimento de um ser estranho e tentam um jogar a responsabilidade para o outro, assim começando uma briga até se destruírem. No início da segunda parte temos o casal tornando-se um só por desejo, momento, paixão... no final vê-se eles se tornando um só quanto a deterioração do relacionamento.

Por último, a compatibilidade de pessoas que no começo se concordam e se completam, até com o passar do tempo se desentenderem até se destruírem.

FANTÁSTICO! Vale muito apena reservar onze minutinhos para apreciar esse curta.


quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Porque gente fina é outra coisa, entende?

"Pode cantar... Cantar faz bem: não dá ruga, não dá câncer..." 


Mais um ano sem a Pimentinha, mais um ano sem todo aquele gênio difícil, ideias contraditórias, mas sinceridade no que falava.
A gaúcha, Elis Regina, que completa hoje três décadas de saudade, ainda é sem dúvidas a maior intérprete musical que o Brasil já teve. Desde as reuniões Bossa Nova no Beca das Garrafas - Copacabana - até sua MPB de quimeras mil embelezando o País.

Vejo a Elis não apenas como uma inesquecível doce voz, com uma força e fôlego inacreditável. Vejo a Elis como uma atriz de sua arte, como parte da música que cantava, como se fosse sua costela. Elis não subia no palco e apenas cantava de forma mecânica, Elis vivia a letra que ela fazia questão de deixar claro que não estava sendo cantada da boca para fora. A tal pimenta da nossa MPB - a Pimentinha - trouxe ao mundo mais emoção musical, a atuação da música, como se ela se materializasse e encenasse letra a melodia diante de quem a contempla. E para isso ser observado e sentido, não é preciso ver vídeo algum, apenas ouvi-la, pois é possível sentir apenas a ouvindo. Como costumo dizer, não se ouve Elis com os ouvidos, se ouve com o coração, com cada pedacinho de pele que se arrepia logo com a primeira letra cantada.

Sinceramente, não consigo ter uma favorita, pois cada música que já passou pelo fôlego dessa artista criou alma e vida própria em sua voz. (mentira, minha favorita é "Me deixas louca", HAUHAUHAUAHUAHUHA)





O vídeo postado infelizmente teve o começo cortado, mas essa interetação de "Arrastão" dá para sentir toda a força de Elis e me deixa toda toda arrepiada *-*. Não é a toa que com talcanção, Elis ganhou o prêmio de cantora revelação no festival da TV Excelsior de 1965.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Perdida numa caixa...

(we♥it)

Lembra quando o tempo  era a nosso favor?
Quando teus olhos que me faziam ver as verdades do medo
que me faziam chorar
que me faziam viver?

Um corte de cetim vagabundo pelo teu olhar
para deslizá-lo na tua pele como o sol
em teus lábios de vendavais que faziam ventanias na minha mente

Não tiro minha mente por você
Não tiro meus olhos por você
Pois está frio agora
Minhas coxas ja

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Cinco anos sem Cássia mais cinco sem Eller


(Rock in Rio 2001)


"Cassia Rejane Eller não era mulher de meias palavras. Nem cantora de meio tom. Nunca negou o envolvimento com as drogas, declarava rasgadamente o amor pelo filho Chicão, assumia abertamente seu homossexualismo e berrava ao microfone com indiscutível autoridade. Sempre foi uma artista apoteótica no palco. Mas... Cassia era tímida." (Lucyanne Mano)

Com uma voz única e sua malandragem, a furacão rebelde que marcou era e embala até hoje as noites nos bares Brasil a fora, encantando gerações, embalando vidas e deixando um vazio musical no País.

Hoje completam dez anos da morte de Cássia Eller, morte precoce por infarto do miocárdio. 
Eller morreu em 2001, no auge de sua carreira, o ano em que fez história no Rock n' Rio e gravou o Acústico MTV e estava um uma turnê concorrida por bilhetes.

"Leve o mundo
que eu vou já..."








Crime que chocou o Brasil resulta em alteração da Lei dos Crimes Hediondos

 No dia 28 de dezembro de 1992, aos 22 anos, a atriz Daniella Perez foi assassinada pelo ator Guilherme de Pádua e por sua esposa Paula Thomaz, que contracenava com ela na novela da Globo “De Corpo e Alma”
Perez foi morta em um terreno baldio no bairro Barra da Tijuca no Rio de Janeiro após ter recebido dezoito golpes de tesoura, tendo quatro perfurações no pescoço, oito no peito e mais seis que atingiram pulmões e outras regiões.
O advogado Hugo da Silveira que passava pelo local na hora do ocorrido, pensou que tal cena era um assalto e anotou a placa do carro Santana e ligou para a polícia que ao chegar ao local encontrou apenas o corpo de Perez e seu carro Escort estacionado.
Guilherme de Pádua e a esposa foram à delegacia consolar a mãe da vítima (Glória Perez) e o marido da atriz (Raul Gazola). Enquanto isso a polícia pesquisava o número da placa do carro que fora anotada pelo advogado que transitava no local na hora do ocorrido e notavam que a placa havia sido falsificada, eliminando assim a defesa de ser um crime passional. Logo chegaram a Guilherme de Pádua e sua esposa, tornando-os os únicos suspeitos do crime.
Na manhã do dia 29 de dezembro, a polícia chegou ao apartamento de Pádua que logo foi levado para a delegacia. Inicialmente o ator negou a autoria do crime, mas no mesmo dia acabou confessando. Em uma conversa com os policiais, Thomaz chegou a confessar a participação no crime, mas em depoimento negou a autoria do crime. O delegado do caso ouviu um telefonema de Pádua para Thomaz, em que ele dizia para ela que iria segurar tudo sozinho, assim a polícia também passou a suspeitar de Thomaz. A testemunha Hugo de Silveira identificou Paula Thomaz como participante do crime.
Em 1997, o réu foi julgado e condenado a 19 anos de prisão. O veredicto, acompanhado por 400 pessoas, foi aplaudido de pé. Três meses depois, a ré foi condenada a 18 anos e seis meses – mais tarde teve a pena reduzida para 15 anos.
Após colher 1,3 milhão de assinaturas, Glória Perez – mãe da vítima -  conseguiu a aprovação de um projeto de lei para incluir o homicídio qualificado no rol dos crimes hediondos, que recebem tratamento legal mais severo e impossibilitam o pagamento de fiança e o cumprimento da pena em regime aberto ou semi-aberto. Como o assassinato da atriz foi anterior à instauração da nova lei, os acusados foram beneficiados e cumpriram parte da pena em liberdade. O casal ficou preso por apenas sete anos.