quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

TCC: correndo contra o tempo



Resolvi falar sobre como foi fazer o meu Trabalho de Conclusão de Curso. Comecei com TCC: escolha do meu tema, agora falarei sobre o processo de produção do meu projeto.

Pois bem... tema definido (Câncer de Mama), outro pré-projeto pronto, orientador definido - mãos à obra!

Como escolhi o orientador? 

Afinidade conta? CONTA! Você não irá querer que aquele professor que você não gosta trabalhando com você né. Virão muitas brigas e dores de cabeça, e o trabalho pode empacar. 

Linha de pesquisa conta? SIM! A orientadora que escolhi, trabalha com uma ONG e também trabalha com mulheres. Vive os temas sociais, e como o tema do meu projeto era social e referente à mulheres, tenho certeza que fiz a escolha certa.

Buscando meu foco
Sentei com a minha orientadora e mil ideias vieram à cabeça. Muitas colocadas em prática, outras não foram possíveis, mas muita coisa foi aproveitada. 

O foco do meu trabalho foi definido da seguinte forma: o tema era Câncer de Mama. Câncer de Mama em quem? Mulheres? Homens?  Quem entrevistar? Quantas pessoas? 

Meu TCC é um produto e relatório. O produto é um livro de entrevistas onde entrevisto sete mulheres que tiveram o câncer. Definido isso, era a hora de começar.

Mas só as mulheres? E o que a família passou? E o médico? E os vizinhos, papagaios e titios? NÃO! APENAS AS MULHERES! No TCC você tem que definir bem o tema. Por exemplo, se você for falar sobre o seu dedo mindinho, você não irá falar sobre a mão, o braço, o tronco e o corpo inteiro, irá focar no seu dedo mindinho.




Primeira etapa

Não estou querendo puxar sardinha para o lado da minha orientadora, mas eu fui muito bem orientada. Ela me deu total liberdade para eu desenvolver meu projeto como eu quisesse, ela orientou, mas não o transformou. Sentamos e montamos o sumário. Montar um sumário na primeira etapa é a melhor coisa, pois você fica com os pontos do relatório prontos, depois é só desenvolver. Tive uma ótima direção, o relatório dividido e 4 capítulos e tudo okay. O primeiro falaria sobre a importância do seio para a mulher (amamentação, feminilidade, sexual, prostesto, etc), o segundo... bem, não lembro ao certo, pois eu mudei o sumário, o terceiro era a parte que eu falava sobre o jornalismo e o último sobre o meu livro.

Começando o livro: Eu não tinha ideia sobre por onde começar, então contatei uma mastologista para me ajudar com as fontes. Com tal ajuda profissional, tive acesso às minhas entrevistadas. Também peguei alguns livros sobre câncer de mama, para melhor entender, visto que era um assunto completamente novo para mim e que não estava familiarizada.

Quando peguei os livros, a coisa certa é fazer um fichamento. Como? Acredite, você não terá tempo para ler todos os livros, o melhor é ir pelo sumário direto ao assunto, anotar as partes que lhe interessam (sempre com número de página, para as citações), e pronto. Em menos de meia hora você ficha um ou dois livros. Isso lhe faz ganhar um tempo que você não faz ideia.



                                                                                              (enem.net)

Hora de fazer o relatório


Peguei o sumário e comecei. Comecei a não gostar e deletei tudo o que havia feito, rasguei meu sumário e fiz outro. Me achei louca, não tinha tempo esses surtos, mas eu precisava. Percebi que não estava falando de algo muito importante. DO MEU PRÓPRIO TEMA! Não estava falando sobre a doença. Então refiz o sumário e o dividi assim: 

CAPÍTULO I  - O CÂNCER DE MAMA

1.1 A mama e sua função

1.2 Autoexame

1.3 Diagnóstico

1.4 Cirurgia

1.5 Reconstrução

1.6 Radioterapia

1.7 Quimioterapia

CAPÍTULO II – ALÉM DO CÂNCER

2.1 Qualidade de vida

2.2  Fatores Psicológicos

2.3 Fatores Sociais

2.4 Vida Emocional

CAPÍTULO III – JORNALISMO E TÉCNICA

3.1 Jornalismo e Ética

3.2 Jornalismo Literário

3.3 Técnicas de reportagem

CAPÍTULO IV – FLORES GUERREIRAS

4.1 A ideia do Livro

4.2 Processo de Produção.



Comecei pelo terceiro capítulo. 
Bia, porque você começou pelo meio?
Simples! É a parte que eu domino, a área em que irei me formar. Então o terceiro capítulo foi feito em um dia e meio. Depois acrescentei as observações e sugestões da orientadora, mas a estrutura e o conteúdo estavam prontos. Menos uma coisa a fazer.

Depois fui para o primeiro capítulo. Foi o mais cansativo e difícil. Como se trata de um assunto médico,  cujo não sou nem um pouco familiarizada, foi como estar aprendendo a ler. Muitos nomes eu não sabia, me enrolei diversas vezes, mas consegui resolver todas as minhas dúvidas e explanar tudo da forma como havia entendido. De uma forma bem didática, terminei o primeiro capítulo. Mas não sem antes ter meus momentos de desespero que eu atribuo a DOIS pontos super amor do primeiro capítulo: diagnóstico e quimioterapia.
Quando eu terminei o tópico "diagnóstico", fiquei TÃO feliz, relaxada, e pronto, tudo eram rosas... até chegar no último subtema do capítulo - a QUIMIOTERAPIA! EU DEMOREI MAIS DE 4 DIAS PARA ESCREVER UMA LAUDA, NÃO ESTOU BRINCANDO! Foi o meu desespero, a maior dificuldade que encontrei em todo o processo de produção do trabalho. Eu não dormia, eu não entendia, cada vez vinham mais e mais informações, e tipos diferentes, e eu achei que não ia conseguir... mas fui até o fim e consegui fazer bonito. Me orgulho desse tópico do capítulo.

O segundo capítulo foi fácil. Eu tinha muitos artigos sobre o tema e foi fácil desenvolver. Em dois dias eu terminei.

Só que CLARO, não é TCC se não acontecer algo bombástico né? Tem que ter aquele momento de adrenalina pura. E eu tive, e não sei como meu coração aguentou. 
Estava no meio do meu segundo capítulo quando faltou luz, okay, só o drama de começar tudo de novo não animou muito. Isso era aproximadamente duas da manhã. Para melhorar o dia, quando acordei ainda estava sem luz. Resumindo tudo... me desesperei, pois no dia seguinte teria que entregar 70% do meu relatório pronto, e liguei para o meu namorado - passei a tarde na casa dele fazendo o segundo capítulo (que ficou melhor do que como estava ficando antes de faltar luz). 

Desespero parte 2: a luz não voltava na minha casa e fiquei com medo de ter perdido todo o primeiro capítulo, de não ter como pegá-lo. Já estava corrigido, o que estava salvo no e-mail não estava. Para melhorar a situação, meu namorado estava sem internet, então ele aguentou legal o meu desespero até umas horas depois de descabelamento, minha mãe ligar e avisar que a luz havia voltado para salvar o meu TCC. \o/

AVISO: É SÉRIO MESMO, quando falam DIGITEM E SALVEM... FAÇAM ISSO! Não esperem terminar o parágrafo ou o capítulo. TERMINOU A FRASE, SALVE-A!




O último capítulo do livro, foi o último que montei, pois fala sobre o livro, que ainda não estava pronto.

A primeira parte foi contatar as fontes e conseguir uma autorização. Como meu produto é um livro, pedi uma autorização onde cada uma das sete mulheres assinavam e concordavam participar do livro. Isso pronto, foi só marcar as entrevistas e começar.

Após a quarta entrevista, me vi em um impasse... todas as mulheres que havia entrevistado, tinham uma situação financeira muito boa, eu precisava diversificar para mostrar que o câncer não escolhe e atinge qualquer mulher, então fui à RFCC e consegui uma fonte de uma mulher bem simples, que seu transporte é o coletivo e sua casa não passa de dois cômodos. E meu professor também me passou um contato de uma mulher que fugia dos padrões financeiros das primeiras, e essa mulher me apresentou a vizinha, que também teve o câncer, então tudo ficou flores. Sete mulheres completamente diferentes e todos os aspectos.


Entregar o relatório

Na hora de entregar, deve ser impresso uma cópia para cada participante da banca e uma para você.





Como eu sou feliz, montei um kit para cada professor, que incluída uma bandana (simbolizando o lenço da quimioterapia), um esmalte pink (simbolizando o Movimento One Color), uns folders de campanhas e um cd (com a capinha personalizada, o livro em pdf, um adesivo para carro da campanha Outubro Rosa, um broche, e o jingle da Campanha Eu Amo meus Peitos).








No próximo post, falarei sobre o livro - Flores Guerreiras!

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

TCC: a escolha do meu tema


Tanto tempo sem postar no blog, que nem lembro como começar uma postagem.
Okay, mentira minha, jornalista nunca esquece como começar um texto.

Agora, com meu TCC apresentado, aprovada com nota 10, esperando minha colação de grau acontecer, resolvi compartilhar um pouco de como o processo até a apresentação. Esse post é sobre como surgiu a ideia para o meu tema!




Lembro-me como se fosse hoje! Eu, no meu segundo semestre de faculdade, cursando Jornalismo desejando cursar História (desejei isso até chegar ao terceiro semestre e me apaixononar completamente por Jornalismo), decidi o tema da minha monografia. HÁ, iria falar sobre Ana Bolena. Mas... como? Aí achei impossível e resolvi mudar para Boudicca, que também não virou nada e então, assistindo um documentário sobre a Revolução Francesa, no History Channel, decidi: MARAT! Iria falar sobre Marat e como seus escritos nos jornais colaboraram para que a revolução acontesse, e o tema era isso, era PERFEITO!

Sustentei essa ideia por um tempinho, não é brincadeira, achava que daria certo. Mas, eu tive um problema básico. Okay, foram dois problemas básicos: 1- não havia terminado o francês, e muitos escritos são em francês; 2- NÃO ACHEI NENHUM JORNAL PUBLICADO POR ELE NA INTERNET, e não daria ara ir à Paris achar um né. Então... o tema caiu.

Eu ainda naquele clima de Revolução France, e toda a beleza da Liberdade é azul, da Igualdade é branca e da Fraternidade é vermelha (tendo um breve momento Krzysztof Kieslowski agora), resolvi que falaria sobre Camille Desmoulins - mais um jornalista da revolução - e fiquei feliz né! Beleza.. a única biografia que achei na época foi de um cara que diz que em uma hipnose descobriu que era a reencarnação do jornalista da revolução e escreveu sobre isso. Mais um tema jogado fora.

Então, comecei a ler muito sobre Franz Anton Mesmer e sobre Rasputin, e tive a brilhante ideia de querer falar sobre o Magnetismo Animal ou sobre Hipnose! Não preciso nem falar que não rolou né? Então... não rolou.

Parti para o ramo musical, porque não? E a música era "O bêbado e a equilibrista"! Fala de Herzog, Henfil, liberdade de expressão, etc, etc, etc, e era perfeita! Tudo okay, menos o tempo que não iria colaborar para eu aprender sobre música e fazer uma análise digna de Oscar. oioioi

Chegou a hora de fazer meu pré-projeto e pensei em algo mais próximo, mais atual. Pensei em Pagu (olha a minha ideia de atual). Estava tudo certo! Comecei a pesquisa, comecei a ler livros, assistir filmes, a me entregar ao mundo jornalístico de Pagu. Mas a pesquisa não está completa e eu não consegui ter mais acesso, travei nas informações. Mudei de tema mais uma vez.

Eis que vem a sugestão: Queda do diploma de Jornalismo. Fazia sentido, estava me formando, o diploma não voltava, provavelmente fazia parte da última turma de jor da faculdade, tudo certo. Em cima de notícias, leis e artigos, desenvolvi meu pré-projeto. Foi chato de fazer, não via a hora de acabar. Não me envolvi com o tema, não fiquei feliz em fazê-lo. Sabe, para fazer uma monografia, você tem que se apaixonar pelo tema - quanto mais você se envolver, melhor ficará e mais fácil será de fazê-lo. Já havia decidido que trocaria de tema, mas estava com medo de não dar tempo para desenvolver outro. Então aconteceu algo que por força maior fez meu tema cair: O DIPLOMA VOLTOU \O/ todos comemoram.

Livre da obrigação de um tema que não conseguiu me empolgar, comecei a buscar outro. Sugestões como cinema, grafite e tudo quanto é arte  me veio à cabeça. ENTÃO, assistindo a apresentação de TCC de um amigo, que apresentou um documentário sobre hanseníase, como um passe de mágica tudo ficou claro na minha mente: CÂNCER DE MAMA!

Então, decidida a falar sobre o Câncer de Mama, comecei. Choquei muita gente, pois quem me conhece não imaginava me ver fazer algo relacionado à saúde, mas sim na área cultural. Mas não tenho mais o que dizer alé de que esse tema veio para mim. Não foi algo que pensei ou pesquisei, surgiu como um estalo.

Como em Comunicação Social podemos escolher entre monografia e produto e relatório, resolvi que faria um livro. A princípio seria um documentário, mas ao meu ver, cabia mais um livro.

Abracei o tema e comecei. Comecei a fazer meu Trabalho de Conclusão de Curso. Comecei a corrida contra o tempo!



segunda-feira, 26 de novembro de 2012

reticências

(we♥it)


achou que iria vê-lo

era o último dia para um mês

arrumou-se

pentiou-se

escolheu sua roupa com cautela

usou o perfume que ele mais gosta

pegou seus cartões

sua disposição camuflando o cansaso

e vestiu seu melhor sorriso!

...

vestiu seu melhor sorriso ...

...
...
...

para nada.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Dia dos Namorados

Bem, eu sou do tipo que comemora o DIA DOS NAMORADOS (14 de fevereiro) e não data comercial criada pelo centro paulista para venderem mais.

Mas porque eu acredito no dia 14 de fevereiro?

Isso deriva de uma linda historinha, dessas que nos apaixonam e nos fazem acreditar no amor. *-*
Bem... durante o império de Claudio II - Roma, esse anormal resolveu proibir o casamento. Como pra variar sempre há um governante imbecíl, geralmente homem, que adora uma guerra, essa besta achava que casamento atrapalhava e que soldados solteiros rendiam mais (ou seja, não se preocupariam tanto em morrer e deixar esposa e filhos). Então, o bispo Valentim, seu lindo, começou a rezar casamentos pelos cantinhos escondidos (isso é tão Romeu e Julieta, HAUAHUAHAUHA). Claro que sempre tem um panaca dedo duro que adora ferrar a vida alheia e estragar a felicidade geral \o/.. uma mula não identificada dedurou o bispo e o mesmo foi capturado, pois além de secretametne celebrar casamentos, ele se casou por baixo dos panos. Reza a lenda que na prisão ele se apaixonou pela filha cega do carcereiro e lá lindamente fez seu primeiro milagre devolvendo a visão da moça, e como adeus, Valentim escreveu uma mensagem para ela, na qual assinava como “Seu Namorado” ou “De seu Valentim”.
Valentim foi decapitado em 14 de Fevereiro de 270.


Bem... lenda ou não, a história é inspiradora e okay, dizem que a Igreja Católica "implantou" esse dia para abafar a comemoração pagã aos deuses Juno e Lupercus, conhecidos como os protetores dos casais. No dia 15 de fevereiro, fazia-se uma festa a estes, agradecendo a fertilidade da terra. Os rapazes colocavam nomes de moças em papeizinhos para serem sorteados. O papel retirado seria o nome de sua esposa.

Então, como meu namorado lembrou bem, esse dia é mencionado no Chaves e eles trocam cartões apaixonados e blá blá blá. A tradição do dia dos namorados é troca de cartoes, bombons, coisas simples com mensagens de amor, pois estão celebrando a felicidade do relacionamento, e o material é o que menos importa. *-*
E lindo isso gente! Se essa moda pegasse no Brasil, mas né.

Why not 12 de junho?


(we♥it)

Para começar 12 de junho é uma data wtf, q... só porque é um dia antes de Santo Antônio? Pois bem, a da foi escolhida pelo EMPRESÁRIO João Dória, que havia chegado do exterior. Representantes do comércio acharam uma ótima ideia para AQUECER AS VENDAS e escolheram o dia 12 de junho para ser o dia dos namorados em nosso país. Ou seja... romantismo 1000 né? aff! Esse povo tem o dom de estragar até a data mais romântica do ano. 


Mas então... vamos lá... tenho motivo TRIPLO para comemorar essa data. Bem, conheci o meu namorado há 9 meses e namoramos a 5, e adivinha em qual dia? HAHAHA'

Então... temos o costume de "comemorar" todo o mês nosso relacionamento faz aniversário \o/. E nos conhecemos dia 14 de maio de 2011 (na verdade trocamos os primeiros olhares dia  14, mas conversamos e ficamos no dia 15... o dia já havia virado) no aniversário do BarFly (rock n' roll unindo coraçõe shein). Lembro que tive a noite/nascer do sol mais romântica da minha vida com um desconhecido, provavelmente escreveria sobre isso, se ele não tivesse me mandado uma mensagem no dia seguinte e depois de um tempo me vi não escrevendo um texto sobre um romântico desconhecido, mas vários textos sobre o desconhecido que se tornou o meu amado.  
*crônica sobre o dia em que nos conhecemos



(não sei de quem é a ilustração, mas peguei no (we♥it)

Então... no dia 8 de setembro, tivemos uma longa conversa e nela comentamos algo sobre namoro, mas eu sempre na defensiva, com medo de tomar na cara de novo, estava certa de que queria deixar rolar e ver no que iria dar. Eu que tanto desconversava ou traumatizava o meu boy sobre relacionamentos, acabei o pedindo em namoro, em um impulso delicioso de um momento aéreo em que me perguntei "porque não?", mandei uma mensagem por celular, durante a aula de História da Arte, e em seguida ele ligou achando que era trote (HAUIAHUIAHIUAUIAH), e a data era - 14 de setembro de 2011, uma quarta-feira de jogo Brasil x Argentina e de aula de História da Arte.


Então é aquele momento em que você se sente invadida de felicidade por todos os poros, quando comemoramos o aniversário de namoro e junto a data em que nos conhecemos e de quebra o dia mais romântico do ano - Dia de São Valentino.


(we♥it)

Então... FELIZ DIA DOS NAMORADOS para todos aqueles que celebram o amor, e não o comércio!


Para finalizar, deixo meu parecer aqui: eu realmente acho que TODOS OS DIAS são dias dos namorados, pois todos os dias eu me apaixono mais um pouco pelo meu Thor e todos os dias quero comemorar a nossa felicidade.


Dinossauricamente falando: Guilherme, RAWR!

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Jasbra/MS e Jane Austen e eu!

É com grande satisfação que venho divulgar o 1º Encontro Regional da JASBRA no Estado do Mato Grosso do Sul.




Quem me conhece sabe que há tempos venho procurando por outras admiradoras da Jane aqui no MS e já havia encontrado uma ou duas, mas um encontro de fato ainda não tinha sido possível. Até que em novembro de 2011 postei no grupo Jasbra do Facebook um pequeno chamado aos membros sul-mato-grossenses.
Em meados de dezembro, a Beatriz comentou meu tópico e desde então temos conversado sobre a possibilidade de efetivar esse encontro, já que ela, morando na capital, conhecia mais algumas pessoas que teriam interesse num encontro sobre Jane Austen.
Assim, duas semanas atrás, fechamos um final de semana possível. E semana passada fechamos, finalmente, data, hora e local.
Enfim... É com grande satisfação que convido aos admiradores sul-mato-grossenses de Jane Austen  (e também aqueles de fora que estarão por Campo Grande na ocasião) a participar com a gente desse encontro que, com certeza, será fantástico!

Será no dia 11/02 (sábado), a partir das 17h, no Fran's Café, localizado na Rua Marechal Rondon, 2453, Centro, em Campo Grande/MS.

Como faremos reserva de mesa para o encontro é interessante que quem queira participar confirme por meio do evento no Facebook ou, se não tiver conta no Face, confirme via e-mail: eveline@jasbra.com.br ou beatrizhelenacruz@hotmail.com.

E pra marcar esse primeiro encontro, escolhemos a seguinte frase:


"Tudo foi acontecendo tão devagar que não sei bem quando começou. Mas acredito que deva ter sido quando vi pela primeira vez os lindos campos de Pemberley."




(nota criada por Eveline Gomes)


Agora... como eu conheci Jane Austen:


Não irei dizer que já nasci sabendo da existência dela e me apaixonei perdidamente, pois conheci Austen através do longa "Razão e Sensibilidade" (de 1995), e é, detestei a Marianne Dashwood e amei a Elinor - brincava até com uma amiga dizendo que eu era a razão e ela a sensibilidade - mas hoje em dia a visão mudou um pouco que horas que me sinto mais sensibilidade e agora entendo a Marianne. 

Depois disso veio "Mansfield Park" (1999), "Orgulho e Preconceito" (2005), fotinhos fofas e citações de internet. Comecei a me empolgar e a assistir filmes e seriados sobre a autora, comecei também a ler mais sobre ela. Então a Wendy me mostrou o grupo sobre Jane Austen, no facebook, e comecei a bater um papo com a Eveline sobre um encontro aqui e blá blá blá. 

Final do ano passado, assisti um filme MARAVILHOSO, chamado "The Jane Austen Book Club" (há um livro sobre ele, mas ainda não achei tradução para comprar), que fala sobre pessoas que se encontram durante seis meses para discutirem Jane Austen. Cada mês um livro era escolhido e lido para tal discussão acontecer. Achei a ideia ótima, e como não havia lido nenhum livro ainda, comentei sobre isso com a Eveline e vamos ver no que dará.


Comecei a ler "Orgulho e Preconceito" em 2009, na faculdade, mas nunca terminei. Então em janeiro desse ano, comprei meus primeiros livros da Jane Austen
Comecei do zero "Orgulho e Preconceito" e estou amando. Sábado agora terá o primeiro encontro JASBRA aqui no MS, e estou mega empolgada.



Sou muito apaixonada pelas capas da L&PM . Agora só me falta "Mansfield Park" *-*
Como ainda estou lendo "Orgulho e Preconceito", deixo aqui meu manifesto de que eu nunca odiei TANTO um personagem de livro como odeio o Mr Wickham, que me identifico muito com a Lizzy e que estou completamente apaixonada pelo Mr. Darcy ♥.

Agora.. o que eu vi de tão especial assim nas histórias de Jane Austen?

As histórias de Austen me ensinaram a ser a protagonista da minha vida e a ser uma heroína.

E também me fazer acreditar que finais felizes podem existir no outro que não imaginamos ser possível.

Obrigada por me fazer acreditar em mim, e acreditar no amor.




terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Pensando em VOCÊ!

Três e 17 de Lua Cheia, conhecendo mundos novos no azul virtual, me sentindo Antoine de Saint-Exupéry sendo guiado por estrelas, fui parar no planeta youtube a procura de um novo essencial invisível para os olhos e a arte dos sentidos... okay, estava procurando uma música nova qualquer que refletisse a minha alegria do dia. Então, eu lá feliz, abri o youtube e o primeiro vídeo que veio para mim foi uma gravação de uma twitcam do Chay Suede cantando uma das delicinhas inspiradoras do Paulinho Moska (♥). Lembrava desse tal de Chay de qualquer Ídolos passado cujo a Nise .diva. Palhares participou e não ganhou ¬¬. Lembro de achar a voz dele morninha, mas nada que me fizesse vibrar e amar... okay, ele também não ganhou o Ídolos, mas me ganhou com esse cover no Moska. <3

A música "Pensando em Você" marcou muitos momentos, fases, descabelos, lágrimas e possíveis bebedeiras de suco de laranja na minha vida. Cliquei na música e fui ouvindo e inevitavelmente abrindo um sorriso mais largo que o Oceano Pacífico. Por motivos dinossáuricos de rawr, declarações mil feitas apenas com o olhar, Sherlock Holmes 2 e cachorro-quente do Deny's (delícia, delícia)... em resumo... um dia simples com programa comum que com a pessoa certa pode virar um momento único e inesquecível. 

Comecei a ouvir a música e lembrei de como me sinto agora, de como me sinto pensando nos momentos e no meu amado, nos temporais que enfrentamos e na primavera após as lágrimas de chuva... nas decisões tomadas rumo à felicidade, no arrepio que meus poros sentem em ouvir o  nome do tal amado.

Então... meu gatinho, essa é pra você, agora batendo 3h33 da madrugada desse dia 7 do segundo mês do nosso primeiro ano.

(we♥it)


"Eu estou pensando em você.
Pensando em nunca mais
Pensar em te esquecer
Pois quando penso em você
É quando não me sinto só
Com minhas letras e canções
Com o perfume das manhãs
Com a chuva dos verões
Com o desenho das maçãs
E com você me sinto bem

Eu estou pensando em você
Pensando em nunca mais
Te esquecer
Eu estou pensando em você
Pensando em nunca mais
 Te esquecer."




Dimensões do Diálogo

"Dimensões do Diálogo" é um curta produzido por Jan Švankmajer  (o rei em Stop-Motion) em 1983. 
Seus filmes são considerados únicos em essência e gênero. Objetos e alimentos tomando vida e movimento em ambientes escuros e fechados são características constantes nos filmes de Švankmajer . [fonte: filmow]



Sinopse: Um retrato da comunicação dividido em três partes: a primeira mostra três cabeças (feitas de diversos materiais, entre frutas, peças de cozinha e material escolar) devorando-se infinitamen- te; o segundo retrata um casal e seus problemas para lidar com o produto de sua paixão; e o último mostra duas cabeças jogando uma variante bizarra do jogo pedra-papel-tesoura.


Resolvi postar esse curta no meu blog pois o achei fantástico. Sem mais.
Arrisco até dizer que é um dos melhores curtas que já assisti. (okay, coloco todos os curtas do Švankmajer na minha grande lista de favoritos ♥)

Fiz uma breve análise do curta - que é dividido em três partes - que é uma animação intensa, psicológica e reflexiva.

O primeiro curta dos três que montam a peça, mostra como o homem é fruto da cultura e depois como a cultura é fruto do homem - cada vez que um ''engole'' o outro, ''cospe'' - cria - um ser novo e diferente.

Na sequência temos um casal, que após uma relação sexual incrivelmente linda, percebe o surgimento de um ser estranho e tentam um jogar a responsabilidade para o outro, assim começando uma briga até se destruírem. No início da segunda parte temos o casal tornando-se um só por desejo, momento, paixão... no final vê-se eles se tornando um só quanto a deterioração do relacionamento.

Por último, a compatibilidade de pessoas que no começo se concordam e se completam, até com o passar do tempo se desentenderem até se destruírem.

FANTÁSTICO! Vale muito apena reservar onze minutinhos para apreciar esse curta.